Capitulo 1 - As panteras
O sol brilhante mostrava-se imponente no céu azul sem nuvens. O mar verde e calmo convidava para um gostoso banho. Não havia muita gente na praia aquela tarde. Mas, como de costume, deitadas na areia quente encontravam-se três garotas.
Laura, Maira e Aryella eram amigas. Estavam sempre juntas aonde quer que fossem. Baladas, passeios à tarde, barzinhos e todos estes programas que jovens gostam de fazer. A viagem para praia com os pais de Laura e Aryella já estava combinada há muito tempo, as irmãs esperaram o ano todo para desfrutar dos quase dois meses de litoral em companhia da amiga Maira, que “coincidentemente” tinha convencido sua mãe a veranear na mesma praia que as companheiras. Se auto-apelidaram de “Panteras”, e sua semelhança com as heroínas do cinema não parava no número de componentes. Assim como elas eram inseparáveis, tinham facilidade em se meter em confusões e a mesma para sair delas. Além disso, possuíam um ímã fortíssimo com os garotos. De todas as idades, tamanhos e cores. E sabiam como ninguém aproveitar esse charme, que elas preferiam chamar de sorte.
Laura era a mais velha e menos irresponsável do trio, embora o nível de responsabilidade não fosse dos mais altos. No auge dos seus 24 anos ainda mantinha muitas características de uma adolescente. Impulsiva, mandona, mas muito brincalhona. Era o espelho das outras duas. Aryella, sua irmã, também era sensata quando convinha. Tinha um olhar triste que chamava a atenção, mas era só o olhar mesmo, pois por dentro tinha uma alegria que contagiava a todos que estavam por perto. Nessas férias tinha prometido para si mesma que ia se divertir como nunca, já que logo faria 18 anos e sentia que estava na hora de assumir sua maioridade mais do que no papel. Festeira, empolgada e bonita como um retrato renascentista, Lella, como era chamada por seus amigos, era o cartão de visita das garotas. Maira era a mais nova, o chaveirinho. Meiga, simpática e um pouco ingênua, a meninas era a segurança do grupo por toda a sua calma e carinho.
E nessa tarde de sol, as três estavam reunidas rindo e recordando tudo que já tinham aprontado nos dez dias de férias que se completavam. Colocavam a toalha no mesmo lugar de sempre, próximo a uma barraca de salva-vidas. Era muito cômodo ficar ali, os salva-vidas adoravam as garotas e sempre vinham conversar com elas. Gostavam de executar pequenos favores para agradá-las como cavar o buraco para o guarda-sol, cuidar dos pertences delas e até mesmo oferecer-lhes chimarrão.
Estavam entretidas em uma conversa animada quando um grupo de garotos passou em frente a toalha delas, na mesma hora Laura mexeu com eles dizendo: - Oi gatinhos! – com uma voz sussurrada, os meninos olharam incrédulos para elas, que caíram na gargalhada. Mas, Aryella, notou um dos garotos e comentou com as amigas:
- Olhem ali, o guri da esquerda, maior gatinho.
- É, bem bonitinho mesmo, mas tem uma carinha de novinho - limitou-se a comentar Laura.
Logo as garotas já tinham esquecido dos meninos. E continuaram o rumo da conversa, animadas com o sol quente resolveram tomar um banho de mar. Lella preferiu não ir. Disse às amigas que ia ficar curtindo o sol. Uma grande mentira, na realidade ela optou observar o garoto por trás de seus óculos escuros. Ele era alto, não parecia ser mais alto que ela, mas ainda assim era alto. Tinha a pele negra, uma cor bonita que não destoava em nenhum ponto de seu corpo, que por sinal estava em ótima forma. Não pode deixar de notar que o rapaz tinha estilo, usava tranças em seu cabelo negro, curtas, um pouco acima da nuca. Aryella não tinha idéia de quanto passou observando o menino, podiam ter sido alguns segundos ou muitas horas, no entanto a sensação que ela sentia era de que naquele instante o tempo havia parado.
Laura e Maíra estavam voltando do mar. Sem saber porque Aryella sentou-se na toalha para esperar as amigas. O sol já estava indo embora e o sono estava chegando. Laura sugeriu que fossem para casa fazer um lanche e dormir um pouco antes de encararem mais uma noite de balada. Juntaram suas coisas, despediram-se dos amigos salva-vidas e foram embora. A casa de veraneio das irmãs era muito próxima do mar, menos de uma quadra. A residência que a mãe de Maíra havia alugado era do lado da casa das garotas. Chegaram na frente da casa de Laura e Aryella e despediram-se:
- Tchau amiguinhas! Que horas hoje? – perguntou Maíra.
- As onze ta ótimo não é Laurinha? – disse Aryella.
- Onze ta perfeito, afinal é sexta e nas sextas não precisamos sair tão cedo. – respondeu Laura.
-OK! Vocês passam ali em casa então? - quis saber Maíra
- Passamos sim. Mas sem atrasos em Mazinha? Onze horas em ponto. – ordenou Laura.
- Está bem, não vou me atrasar. Beijinhos mimosas.
-Até mais – responderam as duas.
Entraram e tomaram uma chuveirada na rua. A mãe delas detestava quando entravam cheias de areia, sujando toda a casa. Resolveram deitar na rede enquanto esperavam seus corpos secarem. Laura acendeu um cigarro para si e outro para Lella, então fez uma pergunta que deixou a irmã sem jeito. (continua)
Laura, Maira e Aryella eram amigas. Estavam sempre juntas aonde quer que fossem. Baladas, passeios à tarde, barzinhos e todos estes programas que jovens gostam de fazer. A viagem para praia com os pais de Laura e Aryella já estava combinada há muito tempo, as irmãs esperaram o ano todo para desfrutar dos quase dois meses de litoral em companhia da amiga Maira, que “coincidentemente” tinha convencido sua mãe a veranear na mesma praia que as companheiras. Se auto-apelidaram de “Panteras”, e sua semelhança com as heroínas do cinema não parava no número de componentes. Assim como elas eram inseparáveis, tinham facilidade em se meter em confusões e a mesma para sair delas. Além disso, possuíam um ímã fortíssimo com os garotos. De todas as idades, tamanhos e cores. E sabiam como ninguém aproveitar esse charme, que elas preferiam chamar de sorte.
Laura era a mais velha e menos irresponsável do trio, embora o nível de responsabilidade não fosse dos mais altos. No auge dos seus 24 anos ainda mantinha muitas características de uma adolescente. Impulsiva, mandona, mas muito brincalhona. Era o espelho das outras duas. Aryella, sua irmã, também era sensata quando convinha. Tinha um olhar triste que chamava a atenção, mas era só o olhar mesmo, pois por dentro tinha uma alegria que contagiava a todos que estavam por perto. Nessas férias tinha prometido para si mesma que ia se divertir como nunca, já que logo faria 18 anos e sentia que estava na hora de assumir sua maioridade mais do que no papel. Festeira, empolgada e bonita como um retrato renascentista, Lella, como era chamada por seus amigos, era o cartão de visita das garotas. Maira era a mais nova, o chaveirinho. Meiga, simpática e um pouco ingênua, a meninas era a segurança do grupo por toda a sua calma e carinho.
E nessa tarde de sol, as três estavam reunidas rindo e recordando tudo que já tinham aprontado nos dez dias de férias que se completavam. Colocavam a toalha no mesmo lugar de sempre, próximo a uma barraca de salva-vidas. Era muito cômodo ficar ali, os salva-vidas adoravam as garotas e sempre vinham conversar com elas. Gostavam de executar pequenos favores para agradá-las como cavar o buraco para o guarda-sol, cuidar dos pertences delas e até mesmo oferecer-lhes chimarrão.
Estavam entretidas em uma conversa animada quando um grupo de garotos passou em frente a toalha delas, na mesma hora Laura mexeu com eles dizendo: - Oi gatinhos! – com uma voz sussurrada, os meninos olharam incrédulos para elas, que caíram na gargalhada. Mas, Aryella, notou um dos garotos e comentou com as amigas:
- Olhem ali, o guri da esquerda, maior gatinho.
- É, bem bonitinho mesmo, mas tem uma carinha de novinho - limitou-se a comentar Laura.
Logo as garotas já tinham esquecido dos meninos. E continuaram o rumo da conversa, animadas com o sol quente resolveram tomar um banho de mar. Lella preferiu não ir. Disse às amigas que ia ficar curtindo o sol. Uma grande mentira, na realidade ela optou observar o garoto por trás de seus óculos escuros. Ele era alto, não parecia ser mais alto que ela, mas ainda assim era alto. Tinha a pele negra, uma cor bonita que não destoava em nenhum ponto de seu corpo, que por sinal estava em ótima forma. Não pode deixar de notar que o rapaz tinha estilo, usava tranças em seu cabelo negro, curtas, um pouco acima da nuca. Aryella não tinha idéia de quanto passou observando o menino, podiam ter sido alguns segundos ou muitas horas, no entanto a sensação que ela sentia era de que naquele instante o tempo havia parado.
Laura e Maíra estavam voltando do mar. Sem saber porque Aryella sentou-se na toalha para esperar as amigas. O sol já estava indo embora e o sono estava chegando. Laura sugeriu que fossem para casa fazer um lanche e dormir um pouco antes de encararem mais uma noite de balada. Juntaram suas coisas, despediram-se dos amigos salva-vidas e foram embora. A casa de veraneio das irmãs era muito próxima do mar, menos de uma quadra. A residência que a mãe de Maíra havia alugado era do lado da casa das garotas. Chegaram na frente da casa de Laura e Aryella e despediram-se:
- Tchau amiguinhas! Que horas hoje? – perguntou Maíra.
- As onze ta ótimo não é Laurinha? – disse Aryella.
- Onze ta perfeito, afinal é sexta e nas sextas não precisamos sair tão cedo. – respondeu Laura.
-OK! Vocês passam ali em casa então? - quis saber Maíra
- Passamos sim. Mas sem atrasos em Mazinha? Onze horas em ponto. – ordenou Laura.
- Está bem, não vou me atrasar. Beijinhos mimosas.
-Até mais – responderam as duas.
Entraram e tomaram uma chuveirada na rua. A mãe delas detestava quando entravam cheias de areia, sujando toda a casa. Resolveram deitar na rede enquanto esperavam seus corpos secarem. Laura acendeu um cigarro para si e outro para Lella, então fez uma pergunta que deixou a irmã sem jeito. (continua)
